A teoria do conhecimento na Idade Moderna

Da Antiguidade até o início do Renascimento, embora tenham surgido várias teorias a respeito de como se efe-tua o conhecimento, não há discordância sobre a possibilidade de o homem conhecer o real. Do ponto de vista epistemológico, esta é a posição realista, em que os objetos correspondem plenamente ao conteúdo da percepção. Vale lembrar que conhecimentos como este abordado no artigo podem fazer a diferença na prova de redação do Enem. Lá, técnicas como a da intertextualidade podem fazer toda a diferença na nota final porque esta é uma das competências avaliadas pelo Enem.

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O Renascimento, entretanto, vai trazer grandes modificações, dentre as quais vale destacar:

•  a separação entre fé e razão, que vai levar ao desenvolvimento do método científico para o estudo das ciências naturais;
•  o antropocentrismo, que estabelece a razão humana como fundamento do saber;
•  o interesse pelo saber ativo, em oposição ao saber contemplativo, que leva à transformação da natureza e ao desenvolvimento das técnicas.

No rastro dessas mudanças, os pensadores do século XVII abordam a temática do conhecimento de modo inteiramente novo, colocando em questão a própria possibilidade do conhecimento. Não se trata mais de saber qual é o objeto conhecido. Deve-se, agora, indagar sobre o sujeito do conhecimento: quais as possibilidades de engano e acerto? quais os métodos que podemos utilizar para garantir que o conhecimento seja verdadeiro?
As respostas a essas indagações dão origem a duas correntes filosóficas diametralmente opostas, a saber, o racionalismo e o empirismo.

O racionalismo

O principal representante do racionalismo no século XVII é o francês Re-né Descartes, que, descontente com os erros e ilusões dos sentidos, procura o fundamento do verdadeiro conhecimento. Assim, estabelece a dúvida como método de pensamento rigoroso. Duvida de tudo que lhe chega através dos sentidos, duvida de todas as ideias que se apresentam como verdadeiras. A medida que duvida, porém, descobre que mantém a capacidade de pensar. Por essa via, estabelece a primeira verdade que não pode ser colocada em dúvida: se duvido, penso, se penso, existo, embora esse existir não seja físico. Existo enquanto ser pensante (sujeito ou consciência) que é capaz de duvidar. Formula esta descoberta em uma frase muito conhecida: Penso, logo existo.

A partir dessa primeira verdade intuída, isto é, concebida "por um espírito puro e atento, tão fácil e distinta, que nenhuma dúvida resta sobre o que compreendemos", Descartes diferencia dois tipos de ideias: algumas claras e distintas, outras confusas e duvidosas. Propõe, então, que as ideias claras e distintas, que são ideias gerais, não derivam do particular, mas já se encontram no espírito, como instrumentos com que Deus nos dotou para fundamentar a apreensão de outras verdades. Essas são as ideias inatas, que não estão sujeitas a erro e que são o fundamento de toda ciência. Para conhecê-las basta que nos voltemos para nós mesmos, através da reflexão.

Dentre as ideias inatas, encontramos as de um Deus Perfeito e Infinito (substância infinita), da substância pensante e da matéria extensa.

O ponto de partida de Descartes é, pois, o pensamento, abstraindo toda e qualquer relação entre este e a realidade. Como passar, porém, do pensamento para a substância extensa, ou seja, a matéria dos corpos?

Exatamente porque pensamos, podemos pensar a ideia de infinito, ou seja, de Deus, com todos os seus atributos, dentre os quais está a perfeição. Ora, para ser perfeito, Deus deve existir. Da ideia de Deus, passamos a poder afirmar sua existência enquanto ser. Continuando o raciocínio, esse ser perfeito não nos engana e, se nos faz ter ideias sobre o mundo exterior, inclusive sobre nossos corpos, é porque criou esse mesmo mundo exterior e sensível. Assim, a partir de uma ideia inata, podemos deduzir a ideia da existência da matéria dos corpos, ou seja, da substância extensa.

Devemos notar, entretanto, que a razão não afeta nem é afetada pelos objetos. A razão só lida com as representações, isto é, com as imagens mentais, ideias ou conceitos que correspondem aos objetos exteriores.

É neste ponto que se coloca, com maior nitidez, a necessidade do método para garantir que a representação corresponda ao objeto representado. O método deve garantir que:

•  as coisas sejam representadas cor-retamente, sem risco de erro;
•  haja controle de todas as etapas das operações intelectuais;
•  haja possibilidade de serem feitas deduções que levem ao progresso do conhecimento.

Assim, a questão do método de pensamento torna-se crucial para o conhecimento filosófico a partir do século XVII. O modelo é o ideal matemático, não porque lide com números ou grandezas matemáticas, mas porque, fiel ao sentido grego de ta mathema, visa o conhecimento completo, perfeito e inteiramente racional, elemento próprio dos métodos de estudo para o Enem que ajudam o estudante de forma integral.

Fazer texto dissertativo no vestibular

Leia agora uma carta extraída de um livro intitulado As relações perigosas, do autor francês Choderlos de Laclos.

Carta XLVIII

Do Visconde de Valmont à Presidenta de Tourvel (Carimbada de Paris)
Depois de uma noite tempestuosa, durante a qual não preguei o olho, depois de ter passado por um estado de agitação ardente e devoradora ao de completo aniquilamento de todas as faculdades da alma, é que venho procurar a vosso lado, senhora, a calma de que preciso e que, entretanto, não espero poder gozar ainda. Com efeito, a situação em que me encontro ao vos escrever faz-me entender mais do que nunca a força irresistível do amor; sinto dificuldade em conservar suficiente domínio sobre mim mesmo para pôr alguma ordem em minhas idéias; e, desde já, prevejo que não terminarei esta carta sem ser forçado a interrompê-la. E não poderei, então, esperar que compartilhareis algum dia da perturbação que sinto neste momento? Ouso crer, entretanto, que, se a conhecêsseis bem, não seríeis inteiramente insensível a ela. Acreditai-me, senhora, a fria tranqüilidade, o sono da alma, imagem da morte, não conduzem à felicidade; só as paixões ativas podem levar a ela; e, apesar dos tormentos que me fazeis experimentar, posso assegurar-vos, sem receio, que sou, neste momento, mais feliz do que vós. Em vão me acabrunhais com vossa desoladora severidade; ela não me impede de me entregar inteiramente ao amor, e de esquecer, no delírio que ele me causa, o desespero a que me condenais. Assim é que quero vingar-me do exílio a que me obrigastes. Nunca tive tanto prazer em vos escrever; nunca senti nessa ocupação emoção tão doce e, no entanto, tão viva. Tudo parece aumentar meu arrebatamento; o ar que respiro é ardente de volúpia. Aprópria mesa em que escrevo, consagrada pela primeira vez a este uso, torna-se para mim o altar sagrado do amor; como vai embelezar-se a meus olhos! Terei traçado nela o juramento de vos amar sempre! Perdoai, suplico-vos, o meu delírio. Deveria, talvez, abandonar-me menos a esses arrebatamentos que não partilhais; cumpre deixar-vos um instante para dissipar uma embriaguez que faz mais forte do que eu.

Retorno a vós, senhora, e, sem dúvida, com o mesmo entusiasmo de sempre. Entretanto, o sentimento da felicidade fugiu para longe de mim; deu lugar ao das privações cruéis. Que adianta falar-vos de meus sentimentos, se busco em vão os meios de vos convencer? Depois de tantos esforços reiterados, a confiança e a força me abandonam ao mesmo tempo. Se ainda rememoro os prazeres do amor, é para sentir mais vivamente a tristeza de me ver privado deles. Só encontro para mim em vossa indulgência, e sinto demasiado, neste momento, quanto preciso dela para esperar obtê-la. No entanto, nunca meu amor foi mais respeitoso, nunca vos deve ter ofendido menos; é de tal ordem, ouso dizê-lo, que a mais severa virtude não deveria receá-lo; mas temo, eu mesmo, entreter-vos mais tempo com a dor que experimento. Certo de que o objeto que o causa dele não compartilha, não devo, pelo menos, abusar de suas bondades; e seria fazê-lo empregar mais tempo em vos traçar essa dolorosa imagem. Tomarei tão somente o de vos suplicar que me respondais e que não duvideis da autenticidade de meus sentimentos.

Paris, neste 30 de agosto.

Fazer um exercício oral de interpretação da carta acima, trocando impressões sobre o tema central com seus colegas de sala.

Na apresentação do módulo, falamos na importância da contextualização do fato que está sendo
relatado, procurando fornecer informações pontuais e necessárias para a compreensão do que você está escrevendo, sem excesso de detalhes. Neste momento, depois de ter trabalhado com um Problema de Lógica e de ter tido acesso à obra de Choderlos de Laclos, você vai fazer um exercício em outra direção. Escreva um texto em que as informações dadas levem o leitor a entender outra coisa.

Em seguida você vai trocar os textos com seus colegas e adaptar as perguntas sugeridas na apresentação para verificar se o texto está bem escrito dentro do propósito com que está sendo produzido nesta atividade. {fazer texto dissertativo}Ou seja:

-  As informações colocadas no texto foram suficientes para despistar o leitor sem comprometer a eficácia do texto?
-  As informações colocadas no texto eram necessárias para despistar o leitor?
-  Havia no texto elementos que permitiam ao leitor chegar na outra leitura possível, e pretendida, sem prejudicar o efeito de surpreender o leitor?

Atividades extras de Português para Ensino Médio

assinar descomplica-enem-redação-nota-1000Esta é uma grande lista de exercícios preparatória para quem se preparar para vestibulares deste final de ano e para as provas do ensino Médio.  Nas aulas que tenho acompanhado ao vivo no Descomplica, sempre os professores dizem que é importante montar um cronograma de estudos para ter um melhor aproveitamento. estou preparando isso já para as próximas semanas para compartilhar nas fanpages dos meus projetos educativos. Nesta lista vocês verá exercícios de Interpretação de texto , Classes de palavras , Colocação pronominal  e Figuras de Linguagem .

Lista de exercícios variada

01. ( Puc rio 2008 – modificada )Leia o texto abaixo:

A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, cousas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, cousas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo? Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? e o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrando assim o princípio, o Diabo não se demorou em expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente.

Fragmento do conto "A Igreja do Diabo", de Machado de Assis

a) Explique o argumento de que se vale o Diabo na defesa que faz da venalidade.

b) Explique a que se refere o pronome "Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório" e classifique-o.

c) Explique se a colocação pronominal, no trecho em negrito no texto, está adequada.

d) Classifique o sintagma abaixo, retirado do texto, e indique a categoria gramatical de seu determinado e seus determinantes.

“as vantagens de ordem temporal ou pecuniária”

02. O projeto Montanha Limpa, desenvolvido desde 1992, por meio da parceria entre o Parque Nacional de Itatiaia e a DuPont, visa amenizar os problemas causados pela poluição em forma de lixo deixado por visitantes desatentos.

(Folheto do Projeto Montanha Limpa do Parque Nacional de Itatiaia).

a) Qual palavra indica que o Projeto Montanha Limpa continua até a publicação do Folheto? Indique a classe gramatical da palavra transcrita do texto.

b) Transcreva do texto uma locução prepositiva e uma locução adjetiva. Indique a importância delas para o contexto.

03. Analise a campanha abaixo:

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(revista Época. 07 de abril de 2008)

a) Transcreva do texto duas palavras responsáveis pelo diálogo estabelecido entre o texto publicitário e o receptor da mensagem. Indique a categoria gramatical delas.

b) Explique qual o sentido da expressão “um anúncio” no contexto acima. Explique semanticamente.

c) Explique a relação existente entre a frase de chamada e o texto não – verbal, no anúncio.

Todos os testes devem ser justificados, no caderno

01. O termo em destaque pode ser classificado como pronome relativo em todas as orações a seguir, EXCETO em:

a) "(...) eles derramam um líquido amarelo QUE pode até ser manteiga, (...)"

b) "Quando a prudência ensina QUE se deve olhar os americanos do ponto de vista das pipocas.")

c) "(...) mas a maioria dos QUE compram as armas e as munições só quer ter os brinquedos em casa."

d) "(...) tudo naquela sociedade é feito para saciar apetites infantis, QUE se caracterizam por serem simples mas vorazes.")

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ufrrj 2006) ECOLOGIA INTERIOR

Por um minuto, esquece a poluição, a química que contamina a terra, e medita: como anda teu equilíbrio ecobiológico? Examina a mente. Está despoluída de ambições desmedidas, preguiça intelectual e intenções inconfessáveis? Teu humor intoxica-se de raiva e arrogância? Onde as flores do bem-querer, os pássaros pousados no olhar, as águas cristalinas das palavras?

Graças ao Espírito que molda e anima o ser, o copo partido se reconstitui, inteiro, se fores capaz de amar. Primeiro, a ti mesmo, impedindo que tua subjetividade se afogue nas marés negativas. Depois, aos semelhantes, exercendo a tolerância e o perdão, sem sacrificar o respeito e a justiça. Pratica a difícil arte do silêncio. Desliga-te das preocupações inúteis. Recolhe-te ao mais íntimo de ti mesmo e descobre, lá no fundo, o Ser Vivo que funda a tua identidade.

Acolhe tua vida como é: dádiva involuntária. Trata a todos como igual, ainda que estejam revestidos ilusoriamente de nobreza ou se mostrem como seres carcomidos pela miséria. Faze da justiça o teu modo de ser e jamais te envergonhes da pobreza, da falta de conhecimentos ou poder. Tua riqueza e teu poder residem em tua moral e dignidade, que não têm preço e trazem apreço.

Porém, arma-te de indignação e esperança. Luta para que todos os caminhos sejam aplainados, até que a espécie humana se descubra como uma só família, na qual todos, malgrado as diferenças, tenham iguais direitos e oportunidades.

Ainda que cercado de adversidades, se preservares tua ecobiologia interior, serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros indevassáveis.

(Frei Betto, "O Dia" 30 de maio, 2004.)

2. O autor mantém com o leitor, ao longo de todo o texto, um diálogo explícito, que é gramaticalmente estruturado por meio do emprego:

a) de pronomes informais de tratamento.

b) de pronomes formais de tratamento.

c) da terceira pessoa do discurso.

d) da segunda pessoa do discurso.

e) da primeira pessoa do discurso.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uece 2008) O BARBEIRO

Perto de casa havia um barbeiro, que me conhecia de vista, amava a rabeca e não tocava inteiramente mal.Na ocasião em que ia passando, executava não sei que peça. Parei na calçada a ouvi-lo (tudo são pretextos a um coração agoniado), ele viu-me, e continuou a tocar. Não atendeu a um freguês, e logo a outro, que ali foram, a despeito da hora e de ser domingo, confiar-lhe as caras à navalha. Perdeu-os sem perder uma nota; ia tocando para mim. Esta consideração fez-me chegar francamente à porta da loja, voltado para ele. Ao fundo, levantando a cortina de chita que fechava o interior da casa, vi apontar uma moça trigueira, vestido claro, flor no cabelo. Era a mulher dele; creio que me descobriu de dentro, e veio agradecer-me com a presença o favor que eu fazia ao marido. Se me não engano, chegou a dizê-lo com os olhos. Quanto ao marido, tocava agora com mais calor; sem ver a mulher, sem ver fregueses, grudava a face no instrumento, passava a alma ao arco, e tocava, tocava...

Divina arte! Ia-se formando um grupo, deixei a porta da loja e vim andando para casa; enfiei pelo corredor e subi as escadas sem estrépito. Nunca me esqueceu o caso deste barbeiro, ou por estar ligado a um momento grave de minha vida, ou por esta máxima, que os compiladores podiam tirar daqui e inserir nos compêndios da escola. A máxima é que a gente esquece devagar as boas ações que pratica, e verdadeiramente não as esquece nunca. Pobre barbeiro! Perdeu duas barbas naquela noite, que eram o pão do dia seguinte, tudo para ser ouvido de um transeunte.Supõe agora que este, em vez de ir-se embora, como eu fui, ficava à porta a ouvi-lo e namorar-lhe a mulher; então é que ele, todo arco, todo rabeca, tocaria desesperadamente. Divina arte!

(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro - obra completa - vol. I, Aguilar, 2a ed. 1962.)

3. Sobre o foco da narrativa no primeiro parágrafo, pode-se dizer, corretamente, que:

a) mantém-se sempre no personagem narrador.

b) apresenta a seqüência: narrador-barbeiro-mulher-narrador.

c) privilegia o barbeiro, pela rica descrição.

d) apresenta a seqüência: narrador-barbeiro-mulher-barbeiro.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Fuvest) Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma cousa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas nos morros do Livramento e da Conceição, ou simplesmente arruar, à toa, como dous peraltas sem

(emprego. E de imperador! Era um gosto ver o Quincas Borba fazer de imperador nas festas do Espírito Santo. De resto, nos nossos jogos pueris, ele escolhia sempre um papel de rei, ministro, general, uma supremacia, qualquer que fosse. Tinha garbo o traquinas, e gravidade, certa magnificência nas atitudes, nos meneios. Quem diria que... Suspendamos a pena; não adiantemos os sucessos. Vamos de um salto a 1822, data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal.

(Machado de Assis, "Memórias póstumas de Brás Cubas")

4. A enumeração de substantivos expressa gradação ascendente em:

a) "menino mais gracioso, inventivo e travesso".

b) "trazia-o amimado, asseado, enfeitado".

c) "gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros, ou perseguir lagartixas".

d) "papel de rei, ministro, general".

e) "tinha garbo (...), e gravidade, certa magnificência".

5.O pronome destacado tem valor de possessivo em:

a) O pai dizia-LHE para testar o aparelho depois da tempestade.

b) A moça olhava para a colega que LHE estava de costas.

c) A comissão pediu-LHE mais informações pessoais.

d) Cobria-LHE as pernas com a colcha de retalhos.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Uece 2008) A MOMÓRIA E O CAOS DIGITAL

Fernanda Colavitti

A era digital trouxe inovações e facilidades para o homem que superou de longe o que a ficção previa até pouco tempo atrás. Se antes precisávamos correr em busca de informações de nosso interesse, hoje, úteis ou não, elas é que nos assediam: resultados de loterias, dicas de cursos, variações da moeda, ofertas de compras, notícias de atentados, ganhadores de gincanas, etc. Por outro lado, enquanto cresce a capacidade dos discos rígidos e a velocidade das informações, o desempenho da memória humana está ficando cada vez mais comprometido. Cientistas são unânimes ao associar a rapidez das informações geradas pelo mundo digital com a restrição de nosso "disco rígido" natural.Eles ressaltam, porém, que ¨o problema não está propriamente nas novas tecnologias, mas no uso exagerado delas, o que faz com que deixemos de lado atividades mais estimulantes, como a leitura, que envolvem diversas funções do cérebro. Os mais prejudicados por esse processo têm sido crianças e adolescentes, cujo desenvolvimento neuronal acaba sendo moldado preguiçosamente.

Responda sem pensar: qual era a manchete do jornal de ontem? Você lembra o nome da novela que antecedeu o Clone? E quem era o técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994? Não ter uma resposta imediata para essas perguntas não deve ser causa de preocupação para ninguém, mas exemplifica bem o problema constatado pela fonoaudióloga paulista Ana Maria Maaz Alvarez, que há mais de 20 anos estuda a relação entre audição e recordação.

A pedido de duas empresas, ela realizou uma pesquisa para saber o que estava ocorrendo com os funcionários que reclamavam com freqüência de lapsos de memória. Foram entrevistados 71 homens e mulheres, com idade de 18 e 42 anos. A maioria dos esquecimentos era de natureza auditiva, como nomes que acabavam de ser ouvidos ou assuntos discutidos. (Por falar nisso, responda sem olhar no parágrafo anterior: você lembra o nome da pesquisadora citada?)

Ana Maria descobriu que os lapsos de memória resultavam basicamente do excesso de informação em conseqüência do tipo de trabalho que essas pessoas exerciam nas empresas, e do pouco tempo que dispunham para processá-las, somados à angústia de querer saber mais e ao excesso de atribuições. "Elas não se detinham no que estava sendo dito (lido, ouvido ou visto) e, conseqüentemente, não conseguiam gravar os dados na memória", afirma.

(Fonte Internet : "Superinteressante", 2001).

6. Assinale a alternativa em que todas as expressões destacadas têm valor de adjetivo.

a) Era DIGITAL trouxe inovações e FACILIDADES QUE SUPERARAM o QUE PREVIA a ficção.

b) Deixemos DE LADO atividades QUE ENVOLVEM DIVERSAS funções DO CÉREBRO.

c) Hoje, ÚTEIS ou não, as informações É QUE nos assediam.

d) Responda qual era a manchete DO JORNAL DE ONTEM.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 6 QUESTÕES.

07. (Ime) AS CARIDADES ODIOSAS

Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a uma menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança que me ceifara os pensamentos.

- Um doce, moça, compre um doce para mim.

Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.

Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você...

Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

- Que outro doce você quer? perguntei ao menino escuro.

Este, que mexendo as mãos e a boca ainda esperava com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

- Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levantando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los. Mesmo os doces estavam tão acima do menino escuro. E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeira olhava tudo:

-Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar.

Fui embora, com o rosto corada de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora necessário que outros não lhe tivessem dado um doce.

E as pessoas que tomavam sorvete? Agora, o que eu queria saber com autocrueldade era o seguinte: temera que os outros me vissem ou que os outros não me vissem? O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria sido piedade já se estrangulara sob outro sentimento. E, agora sozinha, meus pensamentos voltaram lentamente a ser os anteriores, só que inúteis.

a). Que fato interrompeu o pensamento da narradora?

b) "Ele poupava a minha bondade", no texto. Que atitude do menino levou a narradora a essa constatação?

c) Depois de feita a caridade, a narradora revela sentimentos confusos. Transcreva o fragmento que comprova essa afirmativa.

d) A narradora considera que, para exercer sua piedade, foi necessária a junção de dois fatores. Quais?

e) Pode-se afirmar que a narradora estava imune à opinião alheia? Justifique sua resposta.

f) A narradora concentra-se nos fatos ou na análise das reações das personagens (ela própria e o menino)?

Atividades de Regência Verbal para o Enem

enem-prova-redação-gabarito-resultadoOs exercícios poderão ser copiados ou impressos e colados, sem dobrar a(s) folha(s), no caderno. é assim que a professora de Ensino Fundamental abordou a questão em sala de aula com seus alunos. Digo que copiar exercícios tem sua validade porque estimula a escrita e já vamos memorizando a grafia das palavras. Numa época em que alunos não sabem escrever sem cometer erros crassos de Português e em que a prova do Enem cobra numa de suas competências que eles sejam corretos, vale a pena estimular boas práticas de escrita.

Regência verbal

1- Analise os períodos e escreva o sentido de cada verbo destacado de acordo com a presença ou não da preposição.

a) I. A mãe agradava o filho pequeno.

II. Os spas  fazem de tudo para agradar aos clientes.

b) I. Todos queremos seu sucesso.

II. Todo romântico quer à sua amada.

c) I. No Boticário, podemos aspirar os perfumes antes de comprá-los.

II. Todo aluno aspira a sua promoção para o ano seguinte.

2- Assinale, com um X, a opção que apresenta erro de regência verbal.

a) Ele assistia com carinho os enfermos daquele hospital.
b) Não quero assistir a esse espetáculo.
c) Carlos sempre assistiu filmes americanos.
d) Não deixe de assistir à nova novela.

3- Há erro de regência verbal na seguinte opção:

a) Aspirou profundamente o forte odor do café.
b) Ela não pode visar o passaporte.
c) Todos visam uma vida de paz.
d) Ali as pessoas aspiravam à fama.

4- Está adequada a regência verbal na alternativa:

a) Ontem, o técnico da seleção brasileira chamou ao zagueiro do meu time.
b) Sua permanência implicará grande prejuízo a todos.
c) Devemos obedecer o regulamento.
d) Chegarei na sua casa logo mais.
5- Assinale a oração que não pode ser completada com o que vai nos parênteses.

a) Sempre obedeci..... meus pais. (a)
b) Naquela época, era necessário subir...... morros para chegar a seu sítio.(em)
c) Não implique......o colega. (com)
d) Quando morava no campo, aspirava.......ar puro e sentia-se bem. (ao)
6- Está correta a regência da frase:

a) O filme que assistimos é excelente.
b) O emprego que aspirávamos era apenas um sonho.
c) O documento que visei era falso.

d) Você namora com a mesma pessoa ainda?

7- Marque o erro de regência verbal.

a) Assistimos, extasiados, o espetáculo.
b) Alguém está assistindo o doente?
c) Aspirávamos o perfume das rosas.
d) Todos aspiram à paz.

8- Assinale a opção em que o verbo lembrar está empregado de maneira inaceitável em relação à norma culta da língua:
a) Eu me lembrei de minha tarefa.
b) É preciso que nos lembrem do compromisso que assumimos ontem.
c) Lembrou-se mais tarde que havia deixado as chaves em casa;
d) Não me lembrava de ter marcado médico para hoje;

O descomplica é bom para estudar concordância

exercício-descomplica-é-bom-enemVárias vezes os alunos me pedem que compartilhe listas de exercícios de concordância porque dizem que é um assunto bastante presente nas provas de concursos. Neste caso, é uma prova voltada para o ensino médio porque o conteúdo é cobrado nas provas como a do Enem que, neste caso, exige a adequação da norma culta. Estudar em casa é uma das opções, mas alguns alunos podem ter dificuldades para entender o que os textos trazem. Por isso mesmo é que me convenci de que o Descomplica é bom para o Enem. Lá os professores dão todas as dicas para ir muito bem nesta prova.

Lista de atividades

1-) (Unicamp-SP) Apesar de consideradas erradas, construções como “No segundo turno nós conversa”, “A gente fomos”, “Subiu os preços”obedecem a regras de concordância sistemáticas, características principalmente de dialetos de pouco prestigio social.

O trecho abaixo, extraído de um editorial de jornal (portanto, representativo da modalidade culta), contém uma construção que é de fato um erro de concordância:

“Pode-se argumentar, é certo, que eram previsíveis os percalços que enfrentariam qualquer programa de estabilização (...) necessário no Brasil.” (Folha de S. Paulo)

a) Transcreva o trecho em que ocorre um erro de concordância.(0,5)

b) Lendo atentamente o texto, você descobrirá que existe uma explicação para esse erro. Qual é?(0,5)

c) Transcreva o trecho de forma a adequá-lo à modalidade culta. (0,5)

2-) Justifique a concordância dos termos em destaque nas frases a seguir: (1,5)

a) Vi parados no autódromo os carros da Fórmula 1.

b) São precisos os trabalhos dos alunos para a revisão.

c) Soldados, já estamos alerta!?

d) Velhas partituras e instrumentos estavam lá.

e) Dedos e mãos marcados de cortes profundos.

3-) (Febasp) Ela estava ....irritada e, à ..... voz, porém com .....razões, dizia ....desaforos. (0,5)

a) Meio – Meia – bastantes – bastantes.

b) Meia – meia – bastante- bastante.

c) Meia – meia – bastantes – bastantes

d) Meio – meia – bastante – bastante.

e) N.d.a.

4-) (Fameca – SP) Observe a concordância: (0,5)

I – Entrada proibida.

II – É proibido entrada.

III – A entrada é proibida.

IV – Para quem a entrada é proibido?

a) A número V está errada.

b) A IV e V estão erradas.

c) A II está errada.

d) Todas estão certas.

5-) (UEPA) Baianês

De Carla Perez na TV falando da cirurgia que fez no joelho: “Agradeço ao público que rezaram muito por minha recuperação”.

A baiana é boa de pé mas é ruinzinha de língua.

( Província do Pará 5-10-97)

O comentário jocoso do jornalista justifica-se porque na fala da artista ocorre um desvio de: (0,5)

a) Concordância verbal.

b) Concordância nominal

c) Regência verbal

d) Regência nominal

e) Colocação

acesse aqui o descomplica

6-) (UFSE) Todos os.... que foram chamados ao Ministério estavam .....ressabiados com os ..... que por ali corriam: (0,5)

a) Vice-reitores, meios, abaixos-assinados.

b) Vices-reitores, meio, abaixo-assinados.

c) Vices-reitores, meios, abaixo-assinados.

d) Vice-reitores, meio, abaixo-assinados.

e) Vice-reitores, meio, abaixos-assinados.

Implícito na interpretação – Descomplica

Estes são alguns exercícios que trabalham a questão do implícito, da informação que não está evidenciada em palavras, mas que podemos depreender das informações dadas. Isso é muito importante em provas como a do Enem que exigem do candidato a habilidade de leitura dos mais diversos gêneros. Aqui também temos, para vocês que acessam nosso site, a possibilidade de olhar as aulas do Descomplica. Caso você queira saber quais as vantagens e como assinar o Descomplica, veja aqui nos links do nosso site.

LEIA O TEXTO III PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 11 A 16.

TEXTO III

exercício-enem-interpretacao-descomplica (4)Em seus primórdios históricos, os meios de comunicação social estiveram marcados por uma natureza elitista. A imprensa, que surge no Ocidente no século XV, passou a constituir um instrumento de informação exclusivo das elites intelectuais, ocorrendo uma alteração nesse panorama somente com a Revolução Industrial.

Além de ser, pelas suas próprias características, um meio de elite (porque difunde mensagens utilizando basicamente o código lingüístico, o qual requer, do ponto de vista do receptor, um nível razoável de alfabetização), a imprensa esteve sob censura prévia durante três séculos. Esse controle governamental sobre as atividades de impressão significou o domínio da elite dirigente, em função de cujos interesses as obras (livros, opúsculos, volantes) eram editadas.

A censura prévia traduzia, nada mais, nada menos, que uma defesa da elite feudal por intermédio dos seus representantes no poder, no sentido de evitar que determinadas informações chegassem ao conhecimento do povo. Mantendo a massa ignorante, a elite evitava a fermentação revolucionária e conservava o bastão de mando da sociedade.

A vitória do liberalismo impõe o estabelecimento da liberdade de imprensa. E a revolução burguesa, introduzindo os postulados da democratização do poder político, assegura melhores condições para a educação das massas. Por isso mesmo, só no século XIX a imprensa começa a adquirir as características de um meio de comunicação dirigido às massas. Com o desenvolvimento impetuoso da tecnologia, desencadeado pela Revolução Industrial, as atividades de editoração perdem o feitio de artesanato e adotam as normas da industrialização. No contexto da produção em massa, os novos bens fabricados pela indústria editorial, principalmente os jornais e revistas, têm o custo barateado, tornando-se produtos de consumo popular.

FONTE: <http://www.vestigios.hpg.ig.com.br/index.htm>. Acessado em 21/05/2008 - adaptado.

QUESTÃO 11 (Descritor: depreender de uma afirmação explícita outra afirmação implícita.)

Assunto: Procedimento de leitura / a estrutura da oração

Em relação às informações apresentadas no texto, é CORRETO afirmar que

a) a natureza elitista dos primórdios históricos impediu o avanço dos meios de comunicação social.

b) a Revolução Industrial apontou novos rumos no âmbito de influência da imprensa.

c) um nível razoável de alfabetização é insuficiente para se compreender mensagens da imprensa.

d) a Revolução Industrial determinou uma mudança de hábitos da elite do século XV.

QUESTÃO 12 (Descritor: depreender informação explícita e/ou implícita a partir do contexto.)

Assunto: Procedimento de leitura / a estrutura da oração

Só é possível AFIRMAR, a partir da leitura do texto, que

a) a censura, durante três séculos, provocou um atraso no desenvolvimento das nações em geral.

b) somente chegaram ao conhecimento do povo as informações favoráveis ao prestígio da elite feudal.

c) a fermentação revolucionária era seriamente combatida pela elite dirigente.

d) a desinformação da massa representava à classe dominante uma garantia de permanência no poder.

QUESTÃO 13 (Descritor: depreender posicionamento enunciativo a partir de informações contidas em um texto.)

Assunto: Procedimento de leitura / a estrutura da oração.

De acordo com o texto, pode-se AFIRMAR que

a) os postulados da democratização do poder político asseguram a vitória do liberalismo.

b) o estabelecimento da liberdade de imprensa foi um marco na história da civilização moderna.

c) a educação das massas abriu caminho para a penetração da imprensa nesse meio.

d) as normas da industrialização aprimoraram as atividades artesanais do século XIX.


QUESTÃO 14 (Descritor: identificar o valor de um sintagma adverbial a partir do contexto.)

Assunto: A estrutura da oração / sintagma adverbial/ a estrutura da oração.

Assinale a alternativa em que o termo destacado corresponda a um sintagma adverbial.

a) “Em seus primórdios históricos, os meios de comunicação social estiveram marcados por uma natureza elitista.”

b) “A imprensa, que surge no Ocidente no século XV, passou a constituir um instrumento de informação exclusivo das elites intelectuais, somente ocorrendo uma alteração(...).”

c) “Além de ser, pelas suas próprias características, um meio de elite (porque difunde mensagens utilizando basicamente o código lingüístico,(...)”

d) “(...) do ponto de vista do receptor, um nível razoável de alfabetização), a imprensa esteve sob censura prévia durante três séculos.”

QUESTÃO 15 (Descritor: identificar a função de um termo sintático dentro da frase.)

Assunto: A estrutura da oração / adjunto adnominal e complemento nominal

“A vitória do liberalismo impõe o estabelecimento da liberdade de imprensa.”

Os termos destacados na frase acima são, RESPECTIVAMENTE,

a) complemento adnominal – adjunto adnominal

b) adjunto adnominal – complemento nominal

c) adjunto adnominal – adjunto adnominal

d) complemento nominal – complemento nominal

QUESTÃO 16 (Descritor: analisar uso de recursos argumentativos e as relações sintático-semânticas por eles estabelecidas.)

Assunto: Progressão temática e organização argumentativa / coesão / a estrutura da oração.

Leia o trecho abaixo extraído do texto II.

Além de ser, pelas suas próprias características, um meio de elite (porque difunde mensagens utilizando basicamente o código linguístico, o qual requer, do ponto de vista do receptor, um nível razoável de alfabetização), a imprensa esteve sob censura prévia durante três séculos. Esse controle governamental sobre as atividades de impressão significou o domínio da elite dirigente, em função de cujos interesses as obras (livros, opúsculos, volantes) eram editadas.”

Todos os termos destacados no trecho evidenciam a sua progressão, EXCETO em

a) além de ser.

b) porque.

c) basicamente.

d) esse.

GABARITO DOS EXERCÍCIOS

QUESTÃO 11 B
QUESTÃO 12 D

QUESTÃO 13

C

QUESTÃO 14

D

QUESTÃO 15

B

QUESTÃO 16

C

Prova de interpretação e elementos da comunicação

Esta é uma avaliação a respeito de um tema bastante básico para quem está iniciando seus estudos para o Enem. Os elementos da comunicação aparecem já nas primeiras aulas de interpretação de textos e constam no Edital do Enem como forma de garantir que os estudantes que farão a prova não deixem de lado um assunto tão importante. Depois, quando forem consultar o gabarito do Enem, certamente aqueles que não desprezaram os conteúdos, por simples que sejam, vão se alegrar com as notas satisfatórias. Vamos então aos exercícios.

Ivan Ângelo – questões de interpretação

Este é mais um exercício para que os candidatos a uma vaga na faculdade usando a nota do Enem possam fazer para testar seus conhecimentos em interpretação de textos. Aqui você lerá um texto de Ivan Ângelo e depois poderá ver algumas questões selecionadas para  que você veja alguns mecanismos da língua. Treine muito porque a prova está chegando.

VAI

Quer ir? Vai. Eu não vou segurar. Uma coisa que não dá certo é segurar uma pessoa contra a vontade, apelar pro lado emocional. De um jeito ou de outro isso vira contra a gente mais tarde: não fui porque você não deixou, ou: não fui porque você chorou. Sabe, existem umas harmonias em que é boa a gente não mexer. Estraga a música . Tem a hora dos violinos e tem a hora dos tambores.

Eu compreendo, compreendo perfeitamente. Olha, e até admito:você muda pra melhor. Fora de brincadeira, acho mesmo. Eu sei das minhas limitações, pensei muito nisso quando tava tentando te entender. É, é um defeito meu, considerar as pessoas em primeiro lugar. Concordo .Mas não tem mais jeito, eu sou assim. Paciência.

Sabe por que eu digo que você muda pra melhor? Ele faz tanta coisa melhor do que eu! Verdade. Tanta coisa que eu não aprendi por falta de tempo, de oportunidade _ ora, pra que ficar me justificando? Não aprendi por falta de jeito, de talento, essa é a verdade. Eu sei ver as qualidades de uma pessoa , mesmo quando é um homem que vai roubar minha namorada. Roubar não : ganhar.

Compara . Ele dança muito bem , até chama a atenção. Campeão de natação, anda de bicicleta como um acrobata de circo, é bom de moto, sabe atirar , é fera no volante, caça e acha, monta a cavalo, mete o braço, pesca, veleja, mergulha... Não tem companhia melhor.

Eu danço mal, você sabe. Não consegui ultrapassar aquela fronteira larga entre a timidez e a ousadia, entre a discrição e o exibicionismo , que separa o mau e o bom bailarinos. Nunca fui muito além daquela fase em que uma amiga compadecida precisava sussurrar no meu ouvido : dois pra lá, dois pra cá.

Atravessar uma piscina eu atravesso , uma vez, duas talvez , mas três? Menino de cidade, e modesto, não tive córrego nem piscina. É com olhos invejosos que eu o vejo na água, afiado como se tivesse escamas.

Moto? Meu Deus, quem sou eu. Pra ser bom nisso é preciso ter aquele ar de quem vai passar roncando na frente ou por cima de todo mundo – esse ar ele tem.

Montar? É preciso ter essa certeza, que ele tem, de que cavalo foi feito pra ser domado, arreado, freado e montado. Eu não tenho. Não tá em mim. Eu ia montar como se pedisse desculpas ao cavalo pelo incômodo , e isso não dá , não pode ser um bom cavaleiro.

O jeito como ele dirige um carro é humilhante. Já viajei com ele, encolhido e maravilhado. Você conhece o jeitão , essa coisa de velocidade. Não vou ter nunca aquela noção de tempo, a decisão , o domínio que ele tem. Cada um na sua. Eu troquei a volúpia de chegar rapidinho pelo prazer de estar a caminho. No amor também.

Caçar... Dar um tiro num bicho... Ele tem isso, a certeza de que o homem é o senhor do universo, tudo tá aí pra ele. Quem me dera. Quando penso naquela pelota quente de aço entrando no corpo do bicho, rasgando carne, quebrando ossos... Não, não tenho coragem.

Ai é que eu tou perdido mesmo, no capítulo da coragem. Ele faz e acontece, já vi. Mas eu? Quantas vezes já levei desaforo pra casa. Levei e levo. Se um cachorro late para mim na rua, vou lá e mordo ele? Eu não. Mudo de calçada.

Outra coisa: ele é mais engraçado do que eu. Fala mais alto, ri mais à vontade , às vezes chama até um pouco a atenção mas ...é da idade. Lembra aquela vez que ele levou um urubu e soltou na igreja no casamento do Carlinhos? E aquela vez que ele sujou de cocô de cachorro as maçanetas dos carros estacionados na porta da boate Lembra que sucesso? Os jornais falaram por dias naquilo. Não consigo ser engraçado assim. Não tá em mim. Por isso que eu não tenho mágoa. Ele é muito mais divertido. E mais bonito também.

Vai.

Olha, não quero dizer que o que eu vou falar agora tenha importância para você ,que possa ter influído na sua decisão, mas ele tem mais dinheiro também, você sabe . Ele tem até, sabe?,aquele ar corajoso dos ricos, aquela confiança de entrar nos lugares. Eu não. Muito cristal me intimida. Os meus lugares são uns escondidos onde o garçom é amigo, o dono me confessa segredos, o cozinheiro acena lá do quadradinho e me reserva o melhor naco. É mais caloroso, mas não compensa o brilho, de jeito nenhum.

Ele é moderno, decidido .Num restaurante não te oferece primeiro a cadeira, não observa se você tá servida, não oferece mais vinho. Combina, não é? , com um tipo de feminismo. A mulher que se sente , peça o que quiser, sirva-se, chame o garçom quando precisar. Também não procura saber se você tá satisfeita. Eu sei que é assim que se usa agora . Até no amor. Já eu sou meio antigo , ultrapassado, gosto de umas cortesias.

Também não vou dizer que ele é melhor do que eu em tudo. Isso não. Eu sei, por exemplo, uns poemas de cor. Li alguns livros, sei fazer papagaios de papel, posso cozinhar uns dois ou três pratos com categoria, tenho certa paciência pra ouvir, sei uma ótima massagem pra dor nas costas, mastigo de boca fechada, levo jeito com crianças, conheço umas orquídeas , tenho facilidade pra descobrir onde colocar umas carícias, minhas camisas são lindas, sei uma coisas de cinema,não bato em mulher .

E não sou rancoroso.Leva a chave para o caso de querer voltar.

Ivan Ângelo.

exercício-enem-interpretacao-descomplica (4)1. O texto se configura como um diálogo entre duas pessoas, embora só tenhamos acesso à fala do narrador.

a) Com quem o narrador fala, ou seja, quem é seu interlocutor?

b) Sobre quem ele fala na maior parte do tempo?

2. No 1° parágrafo , o narrador compara à musica o relacionamento que tem com a mulher. A que corresponderia, no relacionamento ,a harmonia musical a que o narrador faz referência ?

3. No 2° parágrafo o narrador afirma ter compreendido a namorada e reconhece também que um de seus defeitos é pensar primeiro nos outros.Na sua opinião , esse hábito do narrador é, de fato, um defeito? Por quê?

4. A partir do 3° parágrafo , o narrador justifica sua opinião de que ela está fazendo uma boa escolha.

a) Qual é a justificativa que ele apresenta inicialmente?

b) Qual é a justificativa verdadeira, apresentada depois?

c) Que traços de seu caráter são evidenciados pela confissão que faz ao dar a verdadeira justi­ficativa?

d) A frase ‘‘Roubar não : ganhar” comprova qual das duas justificativas? Por quê’?

5. No 4° parágrafo , o narrador cita várias qualidades de seu rival. Do 5° ao 10° parágrafos, comenta como ele próprio se sai nessas atividades em que o adversário se destaca.

a) Observe: o antagonista é bom ou exímio em:

  • dança
  • natação
  • ciclismo
  • motociclismo
  • automobilismo
  • vela
  • mergulho

Agora conclua: de que tipo são as atividades em que ele se destaca?

b ) Como o narrador se sai nesse tipo de atividades? Ele também se destaca ou tem um desempenho comum?

6. O narrador ainda cita mais algumas qualidades de seu rival: a coragem, o dinheiro, a beleza, a modernidade e o senso de humor. Essas qual idades, somadas às anteriores, são socialmente bem ?

7.. Observe as situações de humor comentadas no 1° parágrafo.

a) Se você fosse vítima dessas brincadeiras , você gostaria?

b) Na sua opinião , essas situações demonstram senso de humor ou falta de respeito por parte do rival?

8. Depois de discorrer sobre as qualidades do adversário por doze parágrafos ( do 4° ao 15° ), o narrador reúne todas as suas qualidades num único parágrafo, o penúltimo.

a) Que traço de sua personalidade esse fato revela?

b) Observe as qualidades do narrador , mencionadas nesse parágrafo :

  • sabe poemas de cor; gosta de livros e cinema
  • tem habilidades manuais (faz massagem e papagaios de papel)
  • sabe cozinhar
  • é paciente para ouvir o outro
  • tem bom-gosto para roupas
  • é educado e carinhoso
  • conhece flores
  • se dá bem com as crianças.

Com base nessas qualidades, caracterize o narrador como pessoa.

c) Compare essas qualidades do narrador às de seu rival.Quais são mais valorizadas socialmente?

9. O narrador e seu rival têm características bastantes diferentes.

a) Qual dos dois lhe parece ser mais humano e próximo do indivíduo comum?Cite algumas características que comprove a resposta.

b) Qual dos dois se aproxima mais do tipo “ideal” de homem , “fabricado” pela tv , pelo cinema e pela propaganda? Comprove sua resposta com algumas características dessa personagem.

10. Apesar de apresentar um tom bem-humorado , o texto faz críticas sociais.

a) Numa situação de separação amorosa, é normal haver brigas e ofensas entre o casal e , principalmente, críticas destrutivas ao rival que prejudica o relacionamento. Surpreendentemente, nesse texto isso não se verifica. Que efeito esse fato provoca?

b) De forma sutil , o texto vai mostrando ao leitor que alguns valores humanos, mais interiores e profundos , são esquecidos socialmente.E , ao mesmo tempo, lança críticas a certos valores socialmente bem-aceitos.Quais são esses valores criticados?

11. Ao descrever as “qualidades” de seu rival, o narrador sutilmente inverte a situação e acaba transformando essas qualidades em defeitos.

Embora não explícita, qual é a verdadeira intencionalidade do texto do narrador?

a) Que frase , da parte final do texto, comprova sua resposta anterior?

b) Considerando a verdadeira intencionalidade do texto , qual deveria ser o seu título?

Variação linguística - Lista de exercícios

Noutro dia publiquei aqui uma série de exercícios de Romantismo já com gabarito. Naquela ocasião eu afirmei que uma das contribuições deste período literário paraa  anossa cultura foi a incorporação de elementos de brasilidade na Literatura. A cor local estava na escolha do vocabulário usado pelas personagens e isso foi inovador paraa época já que ainda copiávamos o modelo europeu. O fato é que ao longo do tempo cada vez mais incorporamos a língua falada à escrita. Seja pelo uso de termos regionais, seja pela incorporação de elementos com alterações fonéticas, é comum cometermos erros, ou melhor equívocos na escrita por culpa da fala. 
Escrevi em meu outro site uma série de exercícios de variação linguística perfeita para usar nas provas do Ensino Médio e também para estudar para provas como o Enem.


Um bom exemplo do uso dessa linguagem podemos ver também nas tirinhas do Chico Bento, personagem criado por Maurício de Sousa. Veja uma das tirinhas que uso como exemplos em minhas aulas de Português para Ensino Médio.

Charge para Redação Nota 1000 no Enem

Um dos recursos mais usados atualmente nas propostas de redação de cursinhos e também nas coletâneas de redação de vestibulares e concursos são as imagens, os textos não verbais como apoio para desenvolvimento de uma proposta bem escrita. Geralmente esta imagem vem associada a vários textos verbais de gêneros diversos como notícias, crônicas, reportagens. O aluno precisa então ler cada um deles, identificar o assunto e delimitação da imagem e desenvolver uma redação bem escrita e coerente com as instruções dadas na prova. Muitos ainda seguem as dicas para escrever uma redação nota 1000 que dou no artigo de meu outro site, mas o fato é que além de estudar para alguns vestibulares que ainda acontecerão, um número imenso de estudantes está ansioso pelo resultado do Enem que é divulgado sempre no início de janeiro.
Como o assunto aqui é outro, veja um exemplo de charge que pode ser usada no tema de redação do Enem 2016.

O narcisismo, a adoração à própria imagem em detrimento da apreciação do que está à volta.

5 exercícios de Literatura - Questões de Romantismo

Estes são alguns exercícios de Literatura voltados para o conteúdo do Ensino Médio. Neste caso, escolhi publicar alguns exercícios de Romantismo por considerar junto com o Modernismo um período de extrema importância no estudo da Literatura e preparo dos alunos para o Enem 2016. Todos aqueles que fizeram a prova e que agora estão consultando o resultado individual sabem bem que  o Romantismo é importante pela mudança cultural que introduziu na Literatura brasileira. Veja ainda outros exercícios nos sites parceiros na linkbar no topo do site.

Exercícios de Romantismo para Ensino Médio



1. Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais, buscando nelas aspectos heroicos, dignos de alta expressão literária. É o que se pode verificar quando se leem, dos dois autores citados, respectivamente, as obras: 

a) Senhora e Lira dos Vinte Anos;
b) Quincas Borba e Os Escravos;
c) Ressurreição e O Navio Negreiro;
d) O Mulato e Canção do Exílio;
e) I - Juca Pirama e O Guarani

2. UFSE No período romântico brasileiro, os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós, o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência, à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: 

a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias;
b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis;
c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo;
d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu;
e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. 

3. U.F. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: 

a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante.
b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica, devido aos exageros do eu-lírico.
c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico, enquanto a paisagem árcade é harmoniosa, alheia ao eu-lírico.
d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. 

4. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: 

a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros.” (José de Alencar).
b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil; e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade, independência e as terras que ocupavam.” (Gonçalves de Magalhães).
c) “Imaginei um poema... como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos, mulheres feiticeiras, sapos e jacarés sem conta: enfim, um gênesis americano, uma Ilídia Brasileira, uma criação recriada.” (Gonçalves Dias).
d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum; e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária.” (Machado de Assis).
e) “O maravilhoso, tão necessário à poesia, encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas], como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos.” (Ferdinand Denis). 

5. UFRS Leia o texto abaixo.
............... é um tema dominante na poesia ............... de cunho romântico no Brasil; nela, a mulher é frequentemente ............... sob o olhar apaixonado do poeta, que usa ............... como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos. 

Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. 

a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião
b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito
c) O amor – intimista – idealizada – a natureza
d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média
e) A morte – nacionalista – humilhada – a música

Gabarito dos exercícios de Romantismo para Ensino Médio

1. e , 2. c , 3. c , 4. d , 5. c